quinta-feira, 28 de abril de 2011

Descubra o Ponto G da sua sogra em 15 dicas

Hoje, 28 de abril, é Dia da Sogra! Amada e (muito mais) odiada por genros e noras em milhares de idiomas, dialetos, posições geográficas e credos. Não tem jeito. Elas são alvo constante de xingamentos descontentamentos de toda a espécie. Então, vamos combinar que elas, melhor do que ninguém, merecem, sim, uma dia especial (longe de você), homenagens e etc... Mesmo porque, no final das contas, quem mesmo que pariu o rebento ou rebenta que você tanto ama? Hein??? Mas que tal aproveitar esse dia para tentar melhorar essa relação com a dona?

Vamos às 15 dicas básicas para se dar bem e de maneira politicamente correta com a jararaca sogrinha. E ganhar muitos pontos nesta relação:

- Seja educado (a). "Bom Dia", "Boa Tarde" e "Boa Noite", vai sempre muito bem. Seguido por um cumprimento ou um beijinho na face (por que não, oras?)
- Seja inteligente, falar mal dela para o amado (a) não vai levar a lugar nenhum, apenas desperar a ira do parceiro (a) e brigas intermináveis. Afinal a cobra  mãe do gato (a) sempre terá razão nessa relação.
- Elogie a comida dela!
- Elogie a roupa do domingo e as flores da sala. Melhor, aproveite a tarde de domingo e a leve a uma feira de orquídeas. Velhas malas Senhoras adoram esse tipo de programinha monótono.- Se ofereça para lavar a louça (vai ganhar 10 pontos com isso).
 - Ajude a retirar a mesa do almoço/jantar. E não só aos domingos. Sempre.
- Se interesse pela toalhinha de crochê que ela está fazendo!!!
- Nunca se esqueça: ela pode xingar o filho (a). Você NUNCA.
- Nunca fale demais. Emita opiniões pontuais.
- JAMAIS fale mal dela para parentes (especialmente dele (a)) e amigos.
- Elogie o café dela. De preferência, diga que é o melhor do mundo!!! Você não toma café??? Dançou, volte dez casas!!!
- Quando a sogra estiver dodói, ligue para saber da saúde dela. TODO DIA!!!
- Vá à feira com ela. Ajude a escolher frutas e verduras. Carregue a sacola.
- NUNCA, JAMAIS esqueça a data do aniversário dela. Afinal, sogra é da espécie "mulher" e mulheres a-do-ram ser lembradas. Sim, sogra é mulher!!!
- Por último, elogie sempre e pontualmente o filhinho (a), sua educação, beleza e, principalmente, educação.Afinal, a responsável por tudo isso foi ela, não?

BOA SORTE!!!

Beijo da Lorena Lee

quarta-feira, 27 de abril de 2011

A sete dias da morte


Um amigo meu disse esses dias que se tivesse uma semana de vida queria transar com algumas pessoas. A bem da verdade, acho que o desejo dele seria morrer cercado por centenas de mulheres de todos os tipos, trepando como louco com todas elas, mesmo sem saber quem são e o que poderiam lhe oferecer caso Deus mudasse de ideia e o deixasse vivo. É que ele faz o tipo que sexo é sexo, e quanto mais, melhor. Nada de carinho ou afeto, isso não é importante. Feliz mesmo ele morreria com algo do tipo Sodoma e Gomorra, experimentado as mais diversas formas de prazer e enfartado com orgasmos múltiplos. Isso seria o retrato ideal para sua última semana. Entretanto, talvez meu amigo morresse de congestão sexual antes mesmo do prazo final divino estipulado para sua pessoa.

Sabe, eu fiquei pensando o que faria se soubesse que iria morrer em uma semana. Gostaria de ter algum tempo com o homem que amo. Gostaria de dizer “Eu te amo”. Acho que muita gente morre sem dizer isso, ou sem ter pra quem dizer, o que é o mais chato e triste. No entanto, o melhor seria passar não com quem eu amasse, mas com quem me ama de verdade. Gostaria de senti-lo tocando meu corpo como se fosse pedaços de algodão, os meus cabelos, como fios de seda e que ele pudesse guardar o cheiro de minha pele sempre na memória. Queria dormir mais vezes de conchinha, sentir a respiração lenta do meu homem, tocar seu corpo repousando e senti-lo acordar devagarinho. Que lembrasse de minha voz como uma música alegre aos ouvidos, que jamais esquecesse de minhas mãos lhe tocando, acariciando e que o meu sorriso lhe servisse de inspiração para amar de novo.

Enfim, gostaria de deixar uma boa recordação a quem me dedicou amor.

Iria encher minha casa de margaridas, girassóis, angélicas e lírios. Iria deixar minhas calopsitas voarem pela casa à vontade. Levaria meu cachorro para correr na grama e jogaria a bolinha pra ele pegar até que “ele” cansasse. Iria passear no parque de mãos dadas, comer muita jujuba, brigadeiro e sorvete. Andaria bicicleta entre árvores, dormiria na sombra na um ipê amarelo.

Se eu fosse morrer em uma semana, faria um churrasco e convidaria a todos os meus amigos. Iria tomar muita caipirinha de maracujá e cerveja. Dançaria até um pagodinho. Iria a um orfanato e beijaria todas as crianças como se fossem meus filhos. Depois iria a um asilo e beijaria a testa de todos os velhinhos como se fossem meus avós. Pediria a benção ao meu pai pela última vez. Iria ao salão pintaria as unhas à francesa, faria uma escova no cabelo e daria muita risada de todas aquelas bobagens que a gente ouve da mulherada.

No Mercado Municipal, passaria uma tarde sentindo o aroma de todas as frutas, flores e especiarias. São estas as sensações e emoções que desejo levar para a eternidade. Pegaria um avião e voaria para a Polinésia Francesa. Na areia branquinha da praia, ficaria um bom tempo ouvindo o barulho das ondas. Deixaria o sol bater no meu rosto e aquecer minha pele. Tomaria muita água de coco gelada. Faria uma prece de agradecimento ao pôr-do-sol. E, pela última vez, dormiria abraçada a um travesseiro de plumas de ganso, sozinha e com o coração cheio de amor.

E você, o que faria?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Versando a vida

Eu sou uma romântica inveterada, pode até não parecer, mas sou. Como o meu talento para fazer de minhas emoções poesia permanece obscuro em algum lugar de minha mente ainda inacessível, busco encontrar doses de meus sentimentos cadenciados em prosa e verso em poemas que não são meus. Gosto de ler estes poemas em voz alta e ao dar som a métricas tão delicadamente cadenciadas, gosto de lembrar de meus amores, do meu amor. E sentir como se encaixam em cada rima, em cada verso... Isto fala ao meu coração e me inspira. Sempre.

O poema tem o poder de despertar emoções desconhecidas, pode nos fazer rir, chorar, acreditar, enxergar, desistir.... E, também, pode nos fazer perceber que o amor ainda está ali, num cantinho qualquer do coração, disfarçado de paisagem nórdica. Mas se mantém firme, apesar do rigor do inverno. Porque é amor de verdade. E quando é assim, vale a pena sucumbir às adversidades e esperar. Quanto tempo? Não sei. Quem sabe?

Mia Couto é natural da Beira, Moçambique. É considerado um dos nomes mais importantes da nova geração de escritores africanos de língua portuguesa. Escreve com paixão. Sua primeira obra foi lançada em 1983: A Raiz de Orvalho. Vencedor de vários prémios, já teve sua obra traduzida para o alemão, castelhano, francês, inglês, italiano, neerlandês, norueguês e sueco.

E é de sua autoria um de meus poemas prediletos:

Confidência

Diz o meu nome
pronuncia-o
como se as sílabas te queimassem os lábios
sopra-o com a suavidade
de uma confidência
para que o escuro apeteça
para que se desatem os teus cabelos
para que aconteça

Porque eu cresço para ti
sou eu dentro de ti
que bebe a última gota
e te conduzo a um lugar
sem tempo nem contorno

Porque apenas para os teus olhos
sou gesto e cor
e dentro de ti
me recolho ferido
exausto dos combates
em que a mim próprio me venci

Porque a minha mão infatigável
procura o interior e o avesso
da aparência
porque o tempo em que vivo
morre de ser ontem
e é urgente inventar
outra maneira de navegar
outro rumo outro pulsar
para dar esperança aos portos
que aguardam pensativos

No húmido centro da noite
diz o meu nome
como se eu te fosse estranho
como se fosse intruso
para que eu mesmo me desconheça
e me sobressalte
quando suavemente
pronunciares o meu nome

(Mia Couto)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quando o sexo vira piada

Amsterdã é uma coisa de louco. Mesmo com uma agenda atribulada de trabalho, é IM-POS-SÍ-VEL deixar de aproveitar a cidade nem que seja por umas horinhas apenas. E diversão e Amsterdã são praticamente sinônimos. Isso foi há muitos anos, era ainda uma estagiária descobrindo a vida e o mundo. Passeando pelas ruelas movimentadas daquele antro delicioso do sexo, me diverti muito sozinha. Entre pintos de borracha que saltitavam agarrados a molas nas vitrines, vi em uma delas uma cueca de elefante cor-de-rosa. Com os olhos estatelados de emoção, entrei na loja  e m p o l g a d í s s i m a  com a “novidade” (para mim era, né?). Achei tudo de bom, maravilhosa e já fiquei imaginando o meu Gostoso fazendo a tromba do elefante subir e descer... Já tinha comprado umas cuecas samba-canção na Tie Rack de Londres para o fofo, mas não chegavam ao pé daquela "selvagem" cueca. Tinha de banana, cenoura, revólver, mas eu gostei mesmo da do elefantinho, com trombas e orelhas. Para mim, comprei uma sensual camisola vermelha, curtinha e com pluminhas na gola e nos lacinhos da calcinha.

Chegando ao Brasil, louca por uma noite daquelas pra matar a saudade, fomos para o motel. Botei minha nova paramenta sensual e dei o presentinho pro namorado. Ele olhou, olhou.... “O que é isso?”, perguntou. “Oras, uma cueca, pra esquentar nossa noite.” Santa inocência, Batman!!!! Onde eu estava com a cabeça em achar que aquilo poderia apimentar algum tipo de sexo. Toda vez que aquela tromba se mexia, era um ataque de risos. Passei mal de tanto rir. Ele, coitado, até que se segurou um pouco. Devia estar me achando meio estranha quando ganhou o presente, mas deve ter pensado que “era coisa de mulher”. Até hoje, quando me lembro daquela tromba agonizando pra ficar na vertical, não consigo conter o riso.

Esse é o problema de alguns desses brinquedinhos. Eles podem realmente se transformar num brinquedo e você ficar na cama como se estivesse com seu irmão. Brincando, brincando.... É como aqueles abomináveis dadinhos de posições. Quem nunca teve um daquele??? Eu tive, veio na mala numa viagem que fiz à Argentina. Entrei num sex shop, tirando os vibradores, a loja estava repleta de lingeries de um mau gosto inacreditável. Escolada que estava eu depois daquele maldito elefantinho, comprei apenas um dadinho. Adivinha??? Pôxa, tinha posição ali que nem no "Kama Sutra" eu vi. Vai se catar. Mais uma vez, minha "surpresinha" de viagem desceu ladeira abaixo – literalmente. Quase me enforquei com a própria perna. Dadinho nunca mais.

A dica é, pense bem antes de comprar um adereço erótico. Pode virar uma piada na cama e você ficar na mão. E, cá entre nós, fico imaginando se essa empolgação chinesa na produção de material erótico chegar ao Brasil, os cuidados com a segurança devem ser redobrados. Senão, será como a piada da velhinha que comprou um vibrador e foi parar no pronto-socorro por não conseguir tirar o tal objeto fálico de dentro da dita “usuária” do mesmo. A velhinha gemia, gemia como louca. Os enfermeiros, depois de algum esforço e consternados, arrancaram o vibrador da gulosa. A velha gritou, brigou. Eles, imaginando que a tivessem machucado, pediram desculpas. A velhinha, muito brava, ordenou: “E não demorem pra trocar as pilhas, senão eu corto vocês ao meio com o bisturi!!!”.     

Pois é, a piadinha pode até ser fraquinha, mas sexo tem de ter alguma escala de diversão. Mesmo que não haja brinquedinho nenhum por perto, o humor tem de ser um dos ingredientes básicos. Juntando mais doses fartas de tesão, carinho e boas pegadas, nada é comparável.


Divertam-se.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Vibradores, brinquedinhos eróticos e outras histórias

É engraçado. Os analistas em comportamento humano sempre usam algum argumento pouco convincente para explicar porque o ser humano, quando se encontra limitado de um lado, descamba por outro. “É seu inconsciente buscando uma fuga de algo que te limita e que você ainda não aceitou.” Nunca consegui me dar bem com meus analistas... Porém, há alguma razão no que dizem, afinal estudam anos a fio justamente para nos apontar um caminho, uma visão diferente da nossa obscuridade cognitiva.

Eu, confesso, também tenho predileção em observar o comportamento humano. É incrível o que você descobre. Bom, mas vamos aos fatos. Eu já sabia que os japoneses – as japonesas em especial – são bem safadinhos. Mas os chineses me surpreenderam com esta notícia. A de que eles pagam um pau por brinquedinhos eróticos de todos os tipos, marcas, tamanhos e cores. Os brasileiros que se cuidem.

Li uma notícia sobre a Feira Internacional de Brinquedos para Adultos de Xangai, algo como a Erótica Fair, realizada em São Paulo. Mas a nossa versão brasileira é pequena e ainda deixa muito a desejar aos consumidores mais exigentes. Descobri que o mercado do sexo e do lazer para adultos na China é um ramo cada vez mais rentável e em plena expansão, arrecada algo que beira os 40 bilhões de iuanes (cerca de US$ 6 bilhões). Todo este movimento financeiro, dizem os especialistas, tem ajudado a quebrar alguns tabus da careta sociedade chinesa. É o poder do dindim. Só por curiosidade, um dos atrativos que esta feira já exibiu foi uma coleção de 300 objetos históricos, entre eles desenhos eróticos chineses do século 18 e, pasmem, vibradores de mais de 200 anos. Fico pensando como seria um vibrador há dois séculos...

A ideia que fazemos aqui no Brasil (a grosso modo, claro) é de que a China só produz aquele monte de tranqueiras de R$ 1,99, brinquedinhos que quebram antes de o Natal acabar e um monte de seda que rasga na primeira lavada. Nanãninanão. Eles gostam de sexo. E muito sexo. E eu fico sabendo disso às vésperas de minhas férias? Eita tentação brava!!!!

Asssim como os japoneses, os chineses são acusados de ter o “brinquedinho” pequeno. Acho que isso justifica o crescente mercado de produtos para aquecer, digamos assim, a relação. E eles estão certos. Uma amiga me disse que o namorado compensava muito bem seu fraco desempenho com um belíssimo sexo oral. A vida é assim, inteligente é quem sabe fazer compensações. Os chineses mostram que são assim também. Se o brinquedinho é pequeno, enchem a cama de outros tantos brinquedinhos que só de ver deixam a parceira louca. Entre óleos e estimulantes, lingeries, chicotes, máscaras e uma vasta coleção de vibradores, que mulher que vai lembrar do tamanho do bigulinho do rapaz? Para tudo, né? Sem contar os filminhos eróticos. Ah, e olha a revelação, os chinesinhos curtem uma lingerie masculina.

Definitivamente, tamanho não é documento!!!

Beijo da Lorena Lee. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Párabola do Vaso Chinês

Cada ser é único, seja em suas perfeições ou imperfeições. Mas é justamente esta característica que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante. Descobrir o que há de bom em todo o ser humano que encontramos pelo caminho - porque sempre há algo bom no final das contas -, é um exercício diário.

Afinal, ninguém é totalmente ruim ou inteiramente bom o tempo todo. E esta é a grande arte da vida: aprender a conviver com as diferenças e aceitar o outro pelo e como ele é.

Sejam felizes!  

E lembrem-se de regar as flores do seu lado do caminho...

Grande beijo
Lorena Lee

A PARÁBOLA

Uma velha senhora chinesa seguia pela trilha com dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas. Um dos vasos era rachado e o outro, perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada do rio até sua casa, enquanto o rachado chegava meio vazio.

 
Durante muito tempo, foi assim, com a senhora chegando à casa somente com um vaso e meio de água.

Naturalmente, o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito e por conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a amargura de ser “rachado”, o vaso falou com a senhora durante o caminho:

- Tenho vergonha de mim mesmo porque esta rachadura que eu tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até a sua casa....

A velhinha sorriu e disse:

- Reparaste que lindas flores existem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e, por isso mesmo, plantei sementes de flores na beira da estrada, do teu lado. E todos os dias, enquanto a gente voltava, tu as regavas! Durante dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa do meu lar. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.          


                                                               )0(

domingo, 17 de abril de 2011

Rosas no domingo

Românticas por natureza, a maioria das mulheres elenca coisas simples no ranking essencial para a felicidade. E o amor sempre está ali, na primeira colocação. Claro que há aquelas que elegem conforto, luxo e dinheiro como fatores mais importantes, sempre há exceções e, claro, quem goste disso obviamente.

Mas voltanto à maioria... as mulheres trazem em seu DNA a docilidade, o gosto de gostar, a ansia pelo amor. Aquele que liga para dizer "bom dia", que pergunta como está, que se preocupa. Coisas assim, muito simples, fazem uma mulher feliz. Mulheres são capazes de trocar o que puderem para ter uma tarde ao lado do seu amor, na rede, fazendo um cafuné. Aliás, ficam felizes com esta possibilidade, a de doar amor. Mas também gostam de ser amadas.

Gostam de ganhar uma rosa no domingo, de um beijo carinhoso, de serem chamadas de "meu bem"! Mais do que ganhar um presente, gostam de ser lembradas no dia do aniversário, e em todos os outros aniversários, de namoro, casamento, caso etc... Os homens nunca lembram, e a mulher sempre perdoa o seu amor diante de um pedido de desculpas.

Mulheres gostam de acarinhar seu homem, de fazer massagens nos pés, no corpo... de sentir a pele macia contra a sua. Gostam de fazer seu homem chegar ao ápice do prazer com seus toques e carícias. E gostam mais ainda de saber que o carinho que recebem é sincero. Gostam de fazer com que seu homem se sinta o mais importante entre todos os demais. Gostam, enfim, de tratar seu homem como rei. Mas também querem sentir que são suas princesas...

Mulheres são seres complicados, complexos, todos sabemos. Mas são os seres mais fáceis de conquistar. Basta se sentirem amadas com sinceridade. E o caminho da conquista é um propósito fascinante e altamente recompensador para ambas as partes. Pois este é o caminho do amor. E é só com amor no coração que todos os demais projetos ganham uma fluidez sem igual. "Com amor se vai ao longe", disse um poeta. E é verdade. A energia transmuta, as relações mudam e o nosso dia-a-dia fica muito mais gostoso.

Sorte do homem que sabe entender o espírito de uma mulher... Será o mais feliz entre todos!

A elas, um doce poema da doce Elisa Lucinda, e que resume tudo isso que disse acima:



Da chegada do amor

Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.

Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.

Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.

Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.

Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.

Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.

Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.

Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.

Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.

Sempre quis um amor não omisso
e que suas estórias me contasse.

Ah, eu sempre quis uma amor que amasse.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

De que cor são seus sonhos?

Este texto abaixo é de uma mensagem enorme. Muitas vezes, nos pegamos perdendo tempo sonhando com um objetivo, porém, sonhando apenas. O que a lição de Nianzu nos lembra é que um sonho só deixa de ser um sonho quando nos empenhamos e lutamos para que o mesmo se torne realidade. Não basta desejar, temos de arregaçar as mangas e fazer a coisa acontecer. Aparentemente, a luta pode até nos parecer longa demais, podemos desanimar no meio do caminho e desistir. Desistir é uma opção que cabe a cada um. Mas nunca sem lembrar o que diz o sábio mestre: "Tudo tem seu tempo certo para acontecer. E o tempo de Deus não é o nosso." Portanto, nunca desista tão facilmente de seus sonhos. Eles podem se tornar realidade num piscar de olhos!

"O pequeno Nianzu vivia numa pequena aldeia que deuses e homens estabeleceram, num dos imensos vales que se aninham submissos nos sopés das montanhas dos Himalaias.

Finalmente ao chegar às portas do templo, os pequenos olhos escuros do menino percorriam atentos todo o espaço, como duas pequenas rodas dos desejos, que as faces rosadas faziam elevar como dois pequenos altares da descoberta do mundo.


Naquele dia, ele era um entre outros tantos que como ele procuravam ingressar no templo que a vida fizera como a opção que à maioria seria negada, fosse na sorte ou na vocação.

Na sala onde se encontrava a qual fora conduzido por um jovem monge de cabeça raspada, haviam sido colocadas tintas de várias cores, pincéis e folhas de papel pardo, que o monge fizera distribuir cerimoniosamente no respeito antecipado e igual.

Entre o silêncio que dava a mesma cor às palavras e aos pensamentos daquelas caritas de olhar brilhante, deu entrada na sala o lama, que a idade aparente procurava acompanhar na sabedoria que se lhe adivinhava na expressão e modos que ia dispensando a todos e a cada um dos presentes.

Sentados e acomodados, convidou o lama que cada criança pintasse a folha de papel que lhe fora distribuída, com a cor quea achasse ser a dos sonhos. De imediato, cada criança tomou nas mãos uma folha de papel e o pincel. Escolhendo entre as cores das tintas à disposição, pouco foi o tempo que demorou para que diante do velho lama repousassem folhas de papel de cores diversas, como uma pequena roda multicolor. Ele olhava atento cada uma das obras expostas diante de si.

Perguntando a cada criança o porquê de cada cor escolhida, entre tantas que faziam justiça fosse ao sol, ao céu ou à neve e às montanhas, não tardou que fosse chegada a vez do pequeno Nianzu justificar a sua escolha. Diante dele repousava uma folha onde várias eram as cores, entre as quais imprimira noutras tantas a sua mão.

- De que cor são dos teus sonhos? Perguntou o sábio lama.

- São da cor das minhas mãos. Respondeu o pequeno Nianzu.

O velho lama baixou-se diante dele e, numa reverência simples, tomou-lhe o pincel e na cor da vontade lhe ensinou a escrever aquele que lhe reconhecia no verdadeiro nome ancestral: "Zhiqiang"."


*"Zhiqiang" é um nome chinês cujo significado é "a vontade é forte"."

A necessidade de sobreviver e a perda precoce da família fizera-o percorrer o caminho pedregoso das montanhas para chegar ao mosteiro budista mais próximo, que o destino lhe fizera escolher como recurso de sobrevivência. O trajeto não foi nada fácil, Nianzu passou por várias provações de fé, persistência e coragem.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

"Esposa", programa irreversível!

SOC - Sistema Operacional do Casamento

ABERTURA DE CHAMADO
Sistema Operacional do Casamento... (Não deixe de ler a resposta do técnico)

Prezado Técnico,

Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [Bebê.exe] que ocupa muito espaço no HD.

Por outro lado, o [Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer aplicativo.

Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3], [Noite_De_Farra 2.5] ou [Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente. Além disso, de tempos em tempos, um executável oculto (vírus) chamado [Sogra 1.0] aparece, encerrando abruptamente a execução de um comando.

Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o espaço ocupado pelo [Esposa 1.0] quando estou rodando meus aplicativos preferidos.

Sem falar também que o programa [Sexo 5.1] sumiu do HD.

Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava antes, o [Noiva 1.0], mas o comando [Uninstall.exe] não funciona adequadamente.

Poderia ajudar-me? Por favor!

Ass: Usuário Arrependido.

RESPOSTA:

Prezado Usuário,

Sua queixa é muito comum entre os usuários desse programa; mas é devido, na maioria das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de qualquer versão [Noiva 1.0] para [Esposa 1.0] com a falsa ideia de que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário. Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema operacional completo, criado para controlar todo o sistema!

É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão [Noiva 1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1.0], como o [Filhos.dll], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].

É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao [Noiva 1.0] porque [Esposa 1.0] não foi programado para isso.

Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida instalar a [Noiva Plus] ou o [Esposa 2.0], mas passaram a ter mais problemas do que antes.
Leia os capítulos 'Cuidados Gerais' referente a 'Pensões Alimentícias' e 'Guarda das Crianças' do software [CASAMENTO].

Uma das melhores soluções é o comando [DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se travar o programa. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para melhorar a rentabilidade do [Esposa 1.0], aconselho o uso de [Flores 5.1], [Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3].

Os resultados são bem interessantes! Mas nunca instale [Secretária_De_Minissaia 3.3], [Antiga_Namorada 2.6] ou [Turma_Do_Chopp 4.6 ], pois não funcionam depois de ter sido instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis ao sistema.

Com relação ao programa [Sexo 5.1], esqueça! Esse roda quando quer.

Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o [Esposa1.0] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter a certeza de que é capaz de usá-lo!

NOTA: SÃO POUCOS, MUITO POUCOS OS USUÁRIOS QUE CONSEGUEM DOMINAR O PROGRAMA [ESPOSA 1.O] E UTILIZA-LO DE MANEIRA PLENA; É EXTREMAMENTE COMPLEXO.

Ass: Técnico


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beijo, beijinho, beijão...

Beijo, beijinho, beijoca, ósculo... Vários podem ser os termos designados para um dos gestos mais afetuosos do ser humano e que povoa sua mente desde a mais tenra idade. É muito comum o bebê aprender a dar beijinhos antes mesmo de falar; na infância, já sabendo exatamente o que é o beijo, a criança se depara com histórias como a da Bela Adormecida. E o beijo começa a ganhar uma outra conotação, ainda que subjetivamente. Afinal, qual menina não quer ser despertada pelo beijo de um príncipe, e qual menino que não deseja imensamente ser o príncipe para beijar a tal princesa?

É algo tão especial que ganhou até um dia em sua homenagem: hoje é o Dia Internacional do Beijo. Na pré-adolescência, o beijo ganha, de fato, uma relação mais sensual. A menina passa a ver que aquele príncipe de faz-de-conta de anos passados se parece muito com o colega da carteira ao lado. E basta o amigo identificar na garota a princesa para que o beijo surja na sua mais intensa concepção: o gesto principal que simboliza a troca de carinho, de afeição, de atração. De amor. Os mais românticos dizem até que o beijo funciona como uma espécie de termômetro. Se o parceiro (a) não gosta de beijar na boca é porque o amor está padecendo.

Assim como o próprio relacionamento, o beijo também amadurece. Basta lembrar do primeiro. Qual adolescente não se desesperou pelo fato de não saber beijar na iminência do primeiro encontro? "Treina na laranja", “Treina na mão”.... aconselham os amigos. Depois, ninguém consegue entender como alguém pôde, um dia, achar que beijar e chupar laranja é "muito igual". Bom, dos primeiros beijinhos singelos - os chamados "selinhos" ou "bitocas" - até o beijo mais ardente, existe todo um processo. "Nos casos do beijo de amor e do beijo apaixonado, quando são bons, dão asas à imaginação e deixam aquela sensação gostosa e até saudade", lembra Eduardo Lambert, autor de "A Terapia do Beijo" (Editora Pensamento).

"Sobre o beijo de amor assim diz Casanova: 'O beijo é uma tentativa ardorosa de se absorver e inspirar a essência da pessoa que amamos'." Um parêntese: o beijo desperta no organismo humano mais do que prazerosas sensações. Ele é o responsável por desencadear o que se costuma nominar de "química do amor".

O mais importante, contudo, é a sensação de prazer que o ato proporciona. Isso acontece porque o beijo estimula no cérebro a produção de endorfinas, substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar - conhecidas como os "hormônios da felicidade". Outro aspecto é o calórico. Isso mesmo! Beijar queima calorias. Acredita-se que um beijo caprichado consuma cerca de 12 calorias e, somado a uma relação sexual completa e longa, em torno de uma hora, pode queimar algo em torno de 600 calorias.

O EROTISMO POR TRÁS DO GESTO

Em Feng Shui do Amor (Editora Madras), Pier Campadello verifica que se atualmente os chineses não são famosos adeptos das beijocas, no passado a coisa era bem diferente. Ele explica que para os antigos chineses, beijo era coisa séria. Totalmente erótico, "uma inalienável comunhão sexual". "O feng shui do amor considera muito importante o beijo erótico profundo, perdendo apenas para o ato da relação sexual propriamente dita. Desde que os parceiros o apreciem, o beijo erótico deve ser realizado com a maior freqüência", diz.

"A única coisa que precisa ser vencida pelo casal é a barreira psicológica para aprender a beijar todas as partes do corpo do parceiro, e que geralmente é mais forte na mulher." Conforme afirma o terapeuta, o beijo erótico é capaz de alterar toda a estrutura sensorial do parceiro, e que algumas mulheres conseguem até chegar ao orgasmo com ele. Verifica, porém, que a técnica do beijo erótico envolve audição, tato, olfato e paladar e consiste em relaxar os músculos bucais e faciais, pois se entra em contato íntimo e prazeroso com os lábios e a língua do parceiro (a).

Campadello destaca no livro os ensinamentos de Wu Hsien, mestre no assunto e autor de The Libation of the Three Peaks (“O Beijo dos Três Picos"). De acordo com o mestre, o beijo erótico pode percorrer vários caminhos até seu objetivo final, por exemplo, começando pelo "Pico do Lotus Vermelho" (os lábios), ou tocar direto a "Primavera de Jade" (a língua da mulher). Com mais entusiasmo, seguir para os "Picos Gêmeos" (os seios), daí o "Poço Florio" (a boca) pode percorrer calmamente cada centímetro do corpo até o "Portão Escuro" (a vagina). É, então, o momento do beijo "Pico do Cogumelo Roxo" ou "Caverna do Tigre Branco" no tão desejado "Portão de Jade" (vulva).


HISTÓRIA: DIVINDADE E MITOLOGIA

Mas nem sempre o beijo foi o que sabemos ser hoje. "O primeiro beijo que recebemos foi o sutil Sopro Vital do Criador, que com amor, através da Respiração Divina, nos deu o Sublime Beijo criando nossas almas e nossas vidas", destaca Lambert. Ele lembra que na Suméria (região da antiga Mesopotâmia, hoje Ásia), as pessoas costumavam enviar beijos para os céus, endereçados aos deuses. Na Antigüidade, o beijo materno, de mãe para filho, era bem comum. Entre gregos e romanos, era observado entre todos os membros de uma família e entre amigos bastante íntimos ou entre guerreiros no retorno de um combate, muitas vezes, com conotação erótica. Os gregos, aliás, adoravam beijar. No entanto foram os romanos que o popularizaram.

Para explicar o beijo, o latim tem três palavras distintas: “osculum”: beijo na face; “basium”: beijo na boca; e “saevium”: beijo leve e com ternura. Beijo na boca, entre cidadãos da mesma classe social, era uma saudação praticada pelos persas.

Heródoto, no século 5 a.C., listou todos os tipos de beijos e seus significados entre persas e árabes. "Na Idade Média, séculos 12 e 13, a saudação entre religiosos cristãos tornou-se o beijo de paz, que simbolizava a caridade e unia os cristãos durante a missa. O beijo de paz também era utilizado pela Igreja nas cerimônias de ordenação, na recepção de noviços, na missa etc.", salienta Lambert. Neste mesmo período da história, a Igreja Católica proibiu o beijo caso este tivesse alguma conotação libidinosa. O beijo, afirmavam os religiosos, não tinha de ter ligação com o prazer sexual. "Os fiéis passaram a beijar o osculatório e somente os clérigos mantiveram o costume do beijo nos lábios para as cerimônias."

O beijo na boca passou também a representar uma espécie de contrato entre o senhor feudal e o seu vassalo. Era algo como "dou minha palavra". Os burgueses adotaram o beijo na face como sinal de saudação; o nobres usavam o beijo na boca para o mesmo fim. Somente no século 17 que os homens deram fim ao beijo na boca, o substituíram, então, pelo abraço cerimonial. Paralelamente, os religiosos substituíram o beijo na boca pelo beijo nos pés, o beijo nas mãos, chegando ao aperto de mão e ao abraço da paz.

Lambert lembra que, no século 19, o surgimento do Romantismo, que dava ênfase ao individualismo, lirismo, sensibilidade e fantasias, com o predomínio da poesia sobre a razão, favoreceu os ardentes romances e tórridas paixões. Conseqüentemente, os beijos ganharam tremendo espaço e popularidade. Com o feminismo, a mulher, muito mais liberada, não teve mais vergonha de expor seus desejos. A literatura oriunda desta época, os filmes produzidos em Hollywood (quem não se lembra da cena protagonizada por Vivian Leigh e Clark Gable em ...E o Vento Levou?, mudaram hábitos tradicionais de vários povos. Entre os negros, amarelos, povos árabes e indianos, entre os quais o beijo não fazia parte dos costumes.

"O beijo atinge seu esplendor e sua razão de ser, de existir, quando é dado com os sentimentos mais puros do amor", diz Lambert. "O beijo de amor é uma forma de a boca exercer sua função de comunicar afeto, carinho, ternura e erotismo, numa demonstração da relação que existe entre oralidade e sensualidade."


QUÍMICA DO AMOR

Um beijo mobiliza:

·        29 músculos, sendo 17 deles linguais;
·        Favorece o aparelho circulatório;
·        Eleva de 70 batimentos cardíacos (em média) para 150, melhorando a oxigenação do sangue.
·        Beneficia a troca de substâncias: 9 miligramas de água;  0,7  decigramas de albumina; 0 711 miligramas de matérias gordurosas;  0,45 miligramas de sais minerais, hormônios; 18 substâncias orgânicas;
·        Bactérias (cerca de 250);
·        Vírus.

(Texto de Cleide Cavalcante, com republicação autorizada)

PARA SE DELICIAR COM OS MELHORES BEIJOS DO CINEMA:


Masturbação no trabalho

Uma "compulsão orgástica" (se é que existe essa doença) foi a explicação que surgiu para justificar o desejo incontrolável de uma mulher do Espiríto Santo. De acordo com relato, num único dia, ela teria se masturbado nada menos do que 47 vezes (que danada!). O motivo? Carência.

Duvidou? Bom, tanto é "doença" que a Justiça concedeu a ela o direito de se masturbar enquanto trabalha, em intervalos de 15 minutos a cada duas horas. E os benesses não param por aí. A danadinha também poderá vasculhar sites eróticos para acessar fotinhos estimulantes para alimentar seu desejo voraz.

ÊEE, coisa boa, heim minha senhora. Literalmente, isso que é trabalhar gozando!!!

Imagina a cena?

O que será que os colegas de trabalho dizem quando ela não está na mesa? "Ahhhh, a fulana foi dar uma gozadinha e já já volta"... 

CHOQUEI!!!

Veja a matéria completa em no Pop.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Do que as mulheres gostam?

Eu não entendo porque as pessoas dificultam tanto a vida. O velho ditado “Atrás de um grande homem existe uma grande mulher” é a mais pura expressão da verdade. Feliz do homem que souber “explorar” o poder feminino que tem em mãos. Se você tem uma mulher que te ama do seu lado, cara, você terá o mundo. E o mundo será um lugar bem melhor para todos, se as mulheres forem tratadas com a devida atenção. Vou explicar.

A maioria dos problemas da humanidade é causada por uma legião de machos que só enxerga o próprio umbigo. A mulher está lá, toda devotada, apaixonada, e o cara só olha para si. Não valoriza. Um dia, ela cansa e desiste. Como dizem, a fila anda! E você perdeu uma puta oportunidade de ser feliz com ela. Mas, antes disso acontecer, porém, muita água rola. Muita insatisfação, mau humor, brigas, ofensas e palavras atravessadas. Os homens ainda terão de viver mil vidas, para entender as mulheres. E mais algumas milhares delas para aprender a tratá-las bem.

Toda esta insatisfação gera reflexos nos mais diversos segmentos sociais. Uma mulher feliz, bem-cuidada, com uma vida sexual bacana, corre o mundo por você e se torna a pessoa, a patroa, a amiga, namorada, amante ou coisa que o valha, mais agradável deste mundo. Homens, entendam: as mulheres gostam de carinho, atenção, cafuné, conversa, surpresinhas, mimos e, claro, sexo de qualidade. Nossa espécie já relutou desde a Criação contra isto. Não dá mais. É burrice. Façam suas mulheres felizes e aproveitem para ser também. Quando isto acontecer, o mundo será um lugar melhor para se viver.

Podem apostar!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Envenenou a vagina e deu pro marido!

Olha, cada vez mais fico impressionada com a capacidade do ser humano extrapolar seus descontentamentos. E quando o assunto é relacionamento a dois, nem se fala!!! Dessa vez, a bomba veio de São José do Rio Preto. Na delegacia da cidade, os policiais ficaram de boca aberta com a denúncia do marido: após uma briga, a mulher teria passado veneno na própria crica e o convidado para um sexo oral.... Disseram  no DP que a denúncia será investigada (hummmm... fico imaginando o investigador desenvolvendo o trabalho....).

Que coisa de louco essa história... Primeiro porque quem, em sã consciência, quebra o pau com o bonitão (uuiuu) do marido e depois o aborda com as pernas abertas para um oralzinho básico??? Normalmente, a mulherada quando briga castiga o marido. Particularmente, eu acho isso um grande erro, pois a briga foi com o marido e não com o bilau dele. E todos nós já sabemos a velha pra lá de máxima de que o homem e o pau são dois seres independentes. Toda mulher inteligente, aliás, lida bem com isto. Segundo porque só uma louca mesmo para lambuzar as partes íntimas de veneno correndo o risco de ver cair ao chão pedaços da própria perereca envenenada.

Eu acho que o marido devia era ter dado uma de Ritchie, soltado boas gargalhadas com a presepada da louca e cantado a musiquinha "Menina Veneno" para ela! Claro, depois disso poderia providenciar os documentos para internação da finíssima, geniosa e criativa lady.

Mundo de doidos, hein?


Veja matéria completa no site Regiaonoroeste.com: http://migre.me/4e7zH


domingo, 10 de abril de 2011

O melhor motel sobre quatro rodas

Mais uma que o Vaticano vai ter de engolir. Menos de um mês depois* de o Papa vir a público para anunciar os “10 mandamentos do bom motorista” – entre eles, o de não usar o veículo como “local de pecado”, a Inglaterra lança uma verdadeira bomba sobre o vaticanato. A missiva bélica veio com a publicação de uma pesquisa realizada pela seguradora Yes Insurance, que afirma que os britânicos gostam de carros. Mas gostam mais ainda quando podem transar dentro deles com conforto. Opa! Serei menos cruel com os ingleses depois desta pesquisa.

Vejam vocês: ingleses trepam. Ingleses trepam em carros. Ingleses trepam em carros e gostam. Ingleses trepam em carros, gostam e ainda primam por conforto. Mandaram bem esses ingleses! Os experts no assunto elegeram o Volvo Estate – já fora de linha - como o melhor carro para uma transa. O similar da marca é o V50, cujos os bancos têm oito opções de posição. Nossa, isso deve ser muuuiiiito melhor do que a cadeira erótica que tem nos motéis. Deve ser uma deliciosa loucura.

Esta notícia me fez lembrar de uma aventura protagonizada por esta que vos fala e pelo Gostoso. Havia acabado de trocar de carro e fomos dar uma voltinha inocente para estreá-lo. Toda a “culpa” foi dos bancos de couro. Estava com uma saia social, meia de seda... e, sabe como é. Desliza pra cá, pisa na embreagem, troca a marcha, pisa no freio, pega no câmbio, meia fina deslizando no couro do banco. Olha, mulher sabe que aquilo dá um tesão danado. E o Gostoso estava ali, do lado, todo interessado em saber a potência do motor, o consumo de gasolina, os adicionais.... E eu ouvindo aquela conversa que me parecia em puro aramaico arcaico... trocando pedal daqui, pedal dali...

Puta tesão! O semáforo fechou. Pouco antes, respondi qualquer coisa sobre o seguro do carro no mesmo instante que enfiava delicadamente minha mão entre as pernas de Gostoso. I m e d i a t a m e n t e, a cabeça masculina vira o botão “autos” e liga o botão “sexo”. Daí em diante, nem precisa falar que não prestou. Pra começar a meia fina foi pro saco em menos de 30 segundos. O sinal verde, naquele momento, teve um perfeito duplo sentido. Quando engatei a primeira, já com alguma “dificuldade”, minha saia estava de cabeça pra baixo, ou seja, na altura dos seios.

Trafegando pelas ruas da capital paulista, fomos descobrindo as “vantagens” do carro novo, um confortável Marea Weekend. Os vidros com insufilm permitiam uma safada privacidade, tanto ao motorista quanto ao passageiro. Neste dia ganhei meu primeiro sexo oral ao volante. Uma delícia que só quem já teve pode dizer o quanto é bom. Outra vantagem dos vidros escuros é poder dirigir semi-nua, ganhando todos os beijos possíveis, na nuca, nos seios, descendo pela barriga, umbigo... E, também, poder tocar o seu parceiro e sentir seu sexo pedindo seu corpo com vigor e urgência.

A certa altura, tínhamos duas opções: ou parávamos no acostamento ou entrávamos no primeiro lugar apropriado que aparecesse. A segunda opção foi a mais sensata. E a primeira entrada que vimos foi a de um drive-in. A escolha não poderia ter sido melhor. Assim que chegamos, pulamos para o banco de trás, já quase nus. Aquele banco imenso, aquele couro, musiquinha... Testamos várias posições, mas a melhor, sem dúvida, foi a “pés ao alto”. Pra explicar mais ou menos, os pés da mulher ficam espalmados no teto do carro. Transamos muito neste dia, com direito a orgasmos múltiplos. Essa foi uma de minhas melhores transas automotivas.

E quem também gosta de um sexo veicular são os holandeses. Lá em Amsterdã, conheci um Love Inn. O lugar é mais engraçado do que tesudo. Mas vale a brincadeira. No Love Inn, um carro foi montado no alto de um poste, do lado de fora de um hotel, que oferece pernoite free aos hóspedes no carro-hotel das alturas.

Enquanto uns pensam em se casar em Paris, eu opto em passar férias na Inglaterra.

Voilà!

(* Postado originalmente em Brasilwiki)

Relaxando e gozando nas alturas


Semana passada (*) estava lendo algumas notícias na internet e qual não foi minha surpresa ao ver uma matéria da Associated Press, agência de notícias norte-americana. A nota dizia que a polícia da Flórida havia feito uma prisão “incomum”. Um policial deteve um casal que fazia sexo no alto de um guindaste, num canteiro de obras da cidade americana de Punta Gorda (olha que nome sugestivo esse).

O casal havia sido denunciado por vizinhos do local, que flagraram os pombinhos no momento em que escalavam o guindaste. Quando os policiais chegaram, olharam para o alto e se depararam com quatro pezinhos aparecendo do lado de fora da cabine do guindaste em frenéticos movimentos. Após os gritos das autoridades, o casal se vestiu, desceu e... foi multado.

Também nos EUA, durante um vôo da Southwest Airlines para Raleigh, na Carolina do Norte, um casal foi enquadrado pela prática de uma "clara relação sexual". Carl Warren Persing e Dawn Elizabeth Sewell estão sendo indiciados por perturbar o vôo. De acordo com a documentação do caso, os comissários de bordo viram o casal se beijando, se abraçando e "agindo de maneira que deixava os outros passageiros constrangidos", enquanto o vôo estava parado em Phoenix, no Arizona. Um comissário pediu para o casal parar; eles obedeceram, mas continuaram a relação durante o vôo de Phoenix para Raleigh.

Sinceramente, eu acho que estes americanos estão ficando cada vez mais sem graça. Em vez de multas e processos, estes casais mereciam, sim, um troféu. O do guindaste, então...

Sexo sem criatividade não tem muito futuro. Um casal que se limita às quatro paredes do quarto, certamente ou é infeliz ou não gosta mesmo da coisa. Sexo tem de ter tempero, novidade, aventura e bom humor. É como fazer maionese, tem de ter todos os ingredientes e saber mexer direito. Senão, desanda. Vira aquela coisa sem graça e indegustável. É o que acontece com muitos namoros, casamentos, amizades coloridas e afins. Se não houver aquele toque especial, acaba mesmo.

As pessoas deveriam se permitir mais, explorar novas possibilidades de prazer, nem que seja para trepar em pé na escada do prédio. Mas vai lá e faz alguma coisa nova pra animar o seu parceiro (a). Arrisque-se, faça diferente! Você pode se surpreender com os resultados.
(* Originalmente postado em Brasilwiki)

sábado, 9 de abril de 2011

Alto, baixo, careca...Homem é homem!

Há as que preferem os mais velhos, outras gostam do “cheirinho de leite” ou dos altos, dos carecas, dos que têm cabelos fartos, dos que têm pés ou mãos bonitos, dos gordos, dos magros. Outras, ainda, dos que têm dinheiro. Como diz o ditado, se todo mundo gostasse do azul o que seria do verde?

O desejado por oito entre 10 mulheres em todo o mundo, o astro de Hollywood Tom Cruise já foi eleito o “baixinho mais sexy entre os famosos". Vejo aqui uma dose de maldade. Tadinho do Tom, ele tem 1,70m. Isso é ser “baixinho”? Tudo bem, não é nenhum homenzarrão, mas baixinho não, né?

Eu já tive um namorado mais baixo do que eu. Posso dizer, porém, que ele tinha habilidosas qualidades na cama. Fora dela, a diferença só aparecia andando de mãos dadas. Na verdade, quando íamos ao shopping, eu me sentia de mãos dadas com o Dunga, dos 7 Anões, tamanha quantidade de olhares pasmos para nosso lado. E toda vez que uma vaca me olhava com aquela cara de “nossa, como ela pode... o cara deve ter grana...!!!!”, eu me lembrava de nossos malabarismos na cama. E ria muito por dentro. Devolvia o olhar para todas elas, com aquela cara de “pode ser baixinho, mas eu estou de barriga cheia, sua mal-amada”.... Uhauhauuah. E gargalhava por dentro.

Claro, eu percebia os olhares. Ele também, mas a gente fingia que nada estava acontecendo. Foi a melhor coisa. Foi o que me rendeu maravilhosas lembranças e norte para as minhas subjetivas avaliações de desempenho sexual. Meu baixinho era uma delícia e, pelo menos em um aspecto, continua imbatível. Tive uma amiga que só namorava com homens mais baixos do que ela porque este perfil de homem fazia com que ela se sentisse "mãe, protetora, provedora". E casou-se com um. Uma outra amiga, amava os galinhas, diziam que quanto mais galinha, mais tesão ela sentia. Então, cada louco com a sua mania. Respeitemos.

Essa coisa de estabelecer padrões para namorado é uma furada, viu. Você deixa de namorar fulano só porque o coitado é a cópia fiel do ogro e pode incorrer num erro imperdoável. Veja, um feio tem a vantagem de não ser muito assediado (se bem que as galinhas de hoje tão nem aí para este detalhezinho); você será paparicada como uma deusa e, mais importante, ele pode te surpreender na cama. É aquela teoria do gordinho: todo gordinho é simpático porque com a simpatia ele desvia a atenção das pessoas da gordura. Falando em gordinho, ai ai... Até gordinhos podem ser deliciosos, sabia? O único problema é namorar com um glutão. Tô fora.

Namorados “formiga”, aqueles que mastigam o dia todo, adoram doces e comem como loucos, não são bom para namorar. Estragam qualquer regime porque por mais resistível que você seja, uma hora o danado vai comer um coisa que você a-d-o-r-a bem na sua frente. E, sabe como é, dieta etíope... uma hora a casa cai. E vamos lá ver os tracinhos da balança subir. Nada de namorados glutões. Estes, amigas, estão vetados.

Olha, tem uma outra raça de machos que devemos prestar atenção. Faça o teste do restaurante. Você conhece o cara e fica imaginando se ele manda bem na cama, não é? Quer um preview? Faça uma refeição com o gato. Observe bem como ele mastiga os alimentos. Se for do tipo que nem mastiga a comida, que devora a garfadas a refeição, que acaba de comer em 5 minutos? Risque da sua lista. Pode apostar que o cara que é esganado à mesa o é na cama também. Com este tipo, esquece preliminares, beijinhos, aquecimento etc. Esse é o cara que – desculpe os termos – arranca a cueca, trepa em cima e manda ver. Péssimos de cama. Uma transa de 10 minutos e olhe lá. Para uma transa absolutamente eventual ainda vai, mas se você procura um namorado sério, caia fora antes de se envolver. Com este você jamais poderá condensar carinho e sexo.

Meu conselho é o seguinte, não estipule rótulos quando sair “à caça”. Seja uma eclética sentimental. Vá com o coração aberto. Ou você poderá se privar de maravilhosas experiências amorosas e sexuais. E eu? Bom, eu já peguei um feio. E, pasme, foi o melhor beijo que me lembro até hoje. Está vendo? Como diz a música, "toda experiência de amor vale a pena"!

Vá à luta!

Beijo da Lorena Lee!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Brinquedinhos eróticos

Você já ouviu falar na Erótika Fair? É uma feira de produtos eróticos realizada anualmente em São Paulo. Trata-se de uma grande vitrine do que há de mais moderno - e desejado - em termos de acessórios eróticos para o prazer... Seja ele solitário, a dois, a três... ou em grupo. A escolha é de cada um. E não precisa ser consumidor voraz para ir a uma feira destas. No mínimo, a visita vale momentos de descontração e boas risadas. Porém, duvido que você irá resistir a um oleozinho, um gelzinho que seja.... Ou aquela lingerie maravilhosa para arrasar na cama. Ou o seu gato não merece? Os brinquedinhos, bom, estes são uma tentação à parte!

Veja a matéria do UOL sobre o evento em http://migre.me/4d2ZL.

Sabores e Saudades

Navegando hoje no hoje site interativo de poesias do qual faço parte, o Talentos, vi uma belíssima poesia da Má Antunes (que reproduzo abaixo). Ler "Sabores" me fez lembrar de outra grande poetisa: Clarice Lispector. Doce Clarice. Foi ela que escreveu: "Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida".

Essas duas poetisas nos remetem à reflexão. Saudade dói. Mas pode ser algo delicioso, quando, no fim, pode-se sorver a pessoa amada até as últimas gotas. Mas não sem antes fazer sofrer o nosso "objeto" da saudade. E há mil formas de praticar uma doce tortura. Comece marcando um encontro (quando ele ficar "disponível", claro), depois desmarque em cima da hora. Marque novamente. Adie. Nesse meio tempo, o bombardeie de delicadas cantadinhas picantes, ardentes. Ligue com voz de gata dengosa.. fale da imensa saudade que sente do seu sexo.... seja breve ao telefone. Deixe-o louco a distância... Aí, sim. Agora é hora. Pronta para a fantasia?

No local programado, não vá abrir a porta. Deixe a porta aberta.... Em cima da mesa, um bilhete: "Coloque a venda e espere!!!" Vá ao encontro do ser, sem falar nada (claro que você estará com uma roupa pra lá de sensual). Tire a camisa dele, amarre suas mãos. Comece com lambidinhas safadas no peito, no pescoço, na barriga.... Gire em torno do seu corpo. Deixe ele sentir seus seios, avolumados pelo aperto de um belo corset, tocando suas costas. Leve-o para o quarto e jogue-o na cama. Arranque o resto da roupa dele, dando lambidinhas e chupadinhas ocasionais em cada parte desnuda. Use as unhas, delicadamente, óbvio, mas com precisão em suas partes erógenas. De costas, encoste seu bumbum sobre a barriga dele enquanto tira a peça derradeira: aquela cueca boxer preta que te deixa louca!

Aproveite a bela posição e brinque um pouco com o "garotão", deixe-o arrepiado da cabeça aos pés e implorando por sua boca (e todo o resto...). Só depois disso, repetindo: depois que ele implorar, você pode sorvê-lo com desejo, seja gulosa, mas cuidado para não machucá-lo. Se isso acontece, em vez de tesão, você despertará traumas no gato e não é bem isso que queremos....

Moral da história. Saiba usar seus talentos de mulher, que são muitos, para não ficar amargando saudade. Coma bem o seu homem, assim ele sempre volta.

Beijo da Lorena.


Sabores

Tua ausência
Tange a maldade
Que atiça meu paladar.

Saudade
Tempera tua carne.
Saboreio,
Gosto picante
De estrelas cadentes
Salpicando em meu colo.
Espinhos ferinos
Correndo em minha pele
Ardente, quente,
Cortante.

No sal do teu corpo
Salivo,
Feito loba no cio.

Da ausência, o fel
Apago.
Com beijos salgados
Rejeito esse amargo,
Degustando teu céu.

O acre da partida,
Mato,
Com doce de festa,
Doce do gozo
No doce sabor das palavras,
Aquelas que você não diz
Quando tua boca silente
Se cala na minha.

Na mistura de gostos
Me farto,
Cometo
O pecado da gula.

MÁ ANTUNES
11/03/2011


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Amor, da guerra ao jardim

“O amor é um campo de batalhas”, ouvi isto num filme ontem. Acho mesmo que tem alguma verdade nisto. Meu primeiro amor aconteceu quando eu tinha uns 4 anos - estava no jardim da infância. Ainda hoje tenho fotos do garoto. O menino povoava minha mente durante aquelas horinhas no colégio. Criança tem isso de bom, tudo é o momento. Queria estar ao lado dele o tempo todo e ai da menina que ousasse chegar perto da pequena criatura de olhos verdes e cabelos loiros, espetados.

Na festa junina, fui a noivinha e me apresentaram um noivo que não era o meu loirinho, que por sua vez estava no papel do padre. "Padre????!!!" Até hoje lembro o escândalo: “Eu quero me casar com o padreeeeeeeeeeeee...”. Eu era uma criancinha geniosa. Tia Gilza inverteu os papéis e eu me casei com o ex-padre. Ufa! É evidente que aos 4 anos eu não sabia o que era amor. Mas já lutava por ele, nem que fosse aos gritos.

Quando meu segundo amor surgiu, já estava com uns 6 anos; durou até os 9 anos. Marcelo me deu o primeiro selinho embaixo da cama de meus pais. Ainda lembro bem. Era meu namoradinho e todo mundo – nossos pais, inclusive - sabia disso. “Coisa de criança”, diziam. O namorico durou pouco mais de 3 anos e ficou apenas na inocência de alguns selinhos e mãos dadas. E muitas, muitas brincadeiras de rua. Nesse meio tempo, lembro-me de ter procurado Marcelo aos prantos. Minha amiga Patrícia havia me feito uma “revelação” pavorosa. O Natal tinha passado há poucos dias; eu estava feliz da vida por ter ganhado a boneca Tippy. Patrícia me chamou de canto e foi enfática:

- Preciso te contar uma coisa: Papai Noel não existe.
- Como não???? Ele me trouxe a boneca...
- Ele morreu, Lorena. Estava no alto da montanha e uma águia enorme o devorou. Está morto.
- Coitadinho!!!! Marcelooooooooo... Buáaaaaaa.

Esta foi minha primeira grande “perda”. E me fez descobrir que o amor ia além das mãos dadas; que amar era ser companheiro em todas as horas e saber dividir também os momentos ruins.

Aos 10 anos, me apaixonei de verdade. Agora já sabia o que era esse negócio de amor, dentro das minhas possibilidades emocionais. Era o Renato. Loiro e de olhos incrivelmente azuis, meio gordinho e com um sorriso alvo e largo. Ele me fascinava. Mas a gente brigava o tempo todo. E, sei lá porque cargas d’água, a turma da 5ª série nos elegeu líder de sala. Nos beliscávamos, nos xingávamos, mas estávamos sempre juntos. Não namoramos exatamente. Contudo, era a emoção que este amor platônico me despertava que me ajudou desviar a atenção de momentos difíceis que vivia em casa, com a doença de minha mãe. Depois do Renato tive vários outros amores platônicos, muito mais até do que namorados de fato.

Descobri, então, que amar dói muito. Mas que lutar por um amor, dói muito mais. Descobri que o amor é mesmo um campo de batalhas. E que isto pode ser bom, sim. Descobri que o amor é uma junção de valores que nos faz encontrar a nossa própria essência através do outro. Descobri também que uma guerra pode ser vencida quando se dá uma pausa para descansar.

Lembro-me que quando era criança tinha muita joaninha no jardim lá de casa. Daquelas vermelhas com bolinhas pretas. Eu amava joaninhas e vivia tentando pegá-las. Dificilmente conseguia. Até que, um dia, adormeci na minha cadeirinha de praia, num cantinho do jardim. Quando acordei, havia duas joaninhas, bem tranqüilas, pousadas em meu braço. Eu dei pulos de alegria.

Muitas vezes, o amor é mais ou menos assim. Quando a gente acha que já fez tudo para conquistá-lo, decide entregar as armas e desistir da guerra, ele vem pra gente bem sorrateiro. Porém, o fim de uma guerra pode significar apenas isso. Ou seja, uma derrota para um dos lados. A gente sai dela meio ralado, machucado, mas isso é parte do processo.

Acho que vou entregar minhas armas e bater em retirada... Não ouço mais o rufar frenético dos tambores que me ensurdeciam numa batalha solitária e platônica. Lembrando Mia Couto, “porque o tempo em que vivo morre de ser ontem, e é urgente inventar outra maneira de navegar, outro rumo, outro pulsar para dar esperança aos portos”.
(Originalmente postado em Talentos)

Pecados ao Volante

Eu quase caí da cadeira quando vi na internet a notícia: “Vaticano divulga os ‘10 mandamentos’ do bom motorista”. Entre os “pecados”, estão: “Não guiarás sob influência do álcool; respeitarás os limites de velocidade; não considerarás o carro como objeto de glorificação pessoal, nem o usarás como local de pecado”. Pára tudo!!!

Por mais que eu tenha prometido à minha finada mãezinha seguir todos os mandamentos da Igreja Católica desde pequena e por toda a vida, isso já é demais. Será que o fausto povo que comanda aquele que é considerado o menor país do mundo não tem nada mais edificante para pensar do que mundanos pecados ao volante?

O Vaticano fala em “aspectos morais para a condução de veículos automotivos”. "Carros tendem a trazer o lado ‘primitivo’ dos seres humanos, produzindo, portanto, resultados bastante desagradáveis", disse o documento. Digo que concordo em parte. Mas, peraí. Tem outra parte engraçada, o 5º Mandamento: "Carros não devem ser para ti uma expressão de poder e dominação, e uma ocasião para pecar".

Bom, agora a coisa pegou mesmo. É por isso que eu defendo o fim da castidade para os padres. Isso só faz com que eles pensem em sexo umas 56 horas por dia. Este trecho do tal documento deixa óbvia a fixação deles pelo “pecado” da fornicação. Uma vez cerceados deste terrenal prazer, querem ficar impondo limites em nossas aventuras carnais.

Nananinãnão!!!! Comigo, não. Nem que eu tenha de ficar com calos nos joelhos e na língua de tanto pagar penitência por meus pecados. Um dos meus prazeres são as aventuras automobilísticas e, se você não tiver entraves religiosos, também deveria experimentar. É uma delícia e pode ser uma loucura.

Eu me lembro que, certa vez, fiz um sexo oral exemplar. Eu e uma amiga decidimos, de surpresa, dar carona a um amigo. Até aí, tudo na maior inocência, apesar de eu morrer de amores e tesão pelo bofe em questão. Seguimos viagem, eu ao volante, o Gostoso ao lado, a Matraca-sem-noção no banco de trás e uma hora de chão pela frente. A mulher estava tão ocupada em falar bobagens e coisas sem sentido que nem percebeu quando já estávamos andando em nuvens de algodão.

Minha mão se ocupava em explorar o território estrangeiro, sentindo o roçar da seda da cueca do Gostoso sobre a minha pele e me excitando à medida em que seu pênis crescia em minha mão, entumescido de prazer. A Matraca também não se deu conta de que havíamos parado o carro e trocado de lugar para melhor continuar a brincadeira. Ela estava, como sempre, em um universo paralelo. E, nós dois, também. Agora, enquanto uma de minhas mãos afagava sua nuca e seus fartos cabelos negros, a outra seguia em movimentos que alternavam delicadeza e força.

Não demorou e o blábláblá do banco de trás tornou-se inaudível. Estávamos lá, no carro, aquele estradão todo pela frente, aquele climão gostoso.... Num ímpeto de absoluto e incontrolável tesão, caí de boca. Me desculpem, mas não dá pra dizer de outra forma (não sou nenhuma devassa, só gosto de sexo e pelo Gostoso valia a pena). Matraca só percebeu “algo estranho” minutos depois.

Eu estava me deliciando com aquele sexo oral, sem hora marcada, sem compromisso e sem-vergonha, enquanto o Gostoso viajava em seu prazer, perdendo sutilmente o controle do carro algumas vezes. “E agora??? O que eu faço????”, indagou Matraca. Como estávamos ocupados demais para responder, Matraca começou a contar historinhas eróticas. Quase ignorada, ficou lá com o seu blábláblá.

Mas o legal da coisa é que aquilo foi quase um boquete público: havia a Matraca e todo o movimento do horário de pico (uuuiii), numa estrada de grande movimento. Sempre que percebia um caminhão nos cortando, imaginava o motorista olhando. Claro, não dava pra ver nada, mas só aquela fantasia toda me deixava cada vez mais louca de tesão.

Movimentos frenéticos, beijos, mordidinhas, lambidinhas... o carro dá um solavanco forte. Matraca joga meio corpo pra frente e segura o volante, enquanto eu me empenho com maior vigor em meus movimentos manuais e orais. Gostoso chega a Orion, num clímax absoluto. Uma chuva de prata molha meus lábios e pinta com um brilho único aquele momento inesquecível.

O Vaticano que me desculpe, mas se é pecado, quero morrer pecando!!!!

(*Originalmente postado em Brasilwiki)